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Em nome da "Crise"

Lúcia Helena Nagli Bravin

    As principais características da adolescência são o acentuado desenvolvimento físico e as mudanças no campo intelectual e afetivo. Intelectualmente mais amadurecido, o adolescente mostra-se mais independente e rebelde com relação às autoridades. Questiona a sociedade em geral e, em particular, os princípios familiares. Surge uma nova identidade, carregada de agressividade, mau humor, impulsividade, insegurança, angústia, confusão, etc... Por tudo isso, às vezes, quer estar rodeado de amigos ou enfurnado nos quartos.
    Afetivamente a instabilidade é grande, ora se sente sereno ora extremamente frágil. Em algumas situações mostra-se superior ao adulto, em outras, extremamente dependente. Varia entre um estado de depressão a outro de extrema euforia e credibilidade. É importante considerar e compreender esse processo, o que não significa aceitar e "passar a mão na cabeça" dos jovens em consideração a essa "crise" natural da adolescência. Não se pode confundir "crise" com grosseria e desrespeito.
    Diante de tantas variações e complexidades, torna-se desafiadora a função educativa dos pais e professores, principalmente nessa fase. É claro que a relação dos pais com os filhos adolescentes faz parte de um processo que se inicia nos primeiros anos de vida da criança. Se na família, em geral, as relações são pautadas pelo DIÁLOGO, RESPEITO, AFETO E CIVILIDADE, desde a infância, provavelmente será esse tipo de relacionamento que prevalecerá pela vida afora.
    A aquisição de VALORES, NORMAS E PRINCÍPIOS DE CONDUTA, é fundamental na formação do ser humano. Quando a família não tem clareza, costuma oscilar entre a permissividade (ausência de regras) e o autoritarismo (imposição das mesmas). O grande desafio é estabelecer esses limites:

    O QUE PODE?

    O QUE NÃO PODE?

    E PORQUE NÃO PODE?

    Se conseguirmos dialogar e justificar nossas atitudes, sem autoritarismo, estaremos preparando nossas crianças e nossos jovens para a convivência social mais consciente. Saber questionar, criticar e conviver com limites e frustrações é fundamental para a formação de um cidadão.
    Portanto, fique atento:

PLANETA PROMOVE – JULHO 97

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