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Qual é o nosso jogo?

Ilton de Oliveira Chaves Júnior

    Nos dias de hoje, quando a capacidade humana de se indignar com a violência e a injustiça parece ter-se tornado mais elástica, temos a oportunidade de fazer, dentro da nossa comunidade escolar, uma leitura de contexto que dificilmente outra disciplina, além da Educação Física, seria capaz de fazer.
    Quando vemos nossos alunos, despojados dos limites da sala de aula, envolverem-se em uma atividade em que o caráter se aflora de maneira mais intensa e real, percebemos que os objetivos fundamentais da atividade físico-esportiva para a escola, como solidariedade, cooperação e integração, estão, em alguns casos, passando ao largo de nosso alcance.
    Talvez seja um bom momento para refletirmos a respeito desse cidadão crítico, participativo e engajado socialmente. Esse é o objetivo maior de todo aquele que milita na área da educação. Nesse caso, percebemos que a responsabilidade da Educação Física, como atividade pedagógica, aumenta por ser um trabalho específico, que acompanha o aluno durante toda sua vida escolar. Se conseguirmos trabalhar, pelo menos em parte, as causas que levam nossos jovens a encarar atitudes indesejadas e anti-sociais com certa naturalidade, estaremos dando um grande passo para, no futuro, termos uma geração que não encontre no argumento da força a melhor opção para solucionar qualquer impasse.
    Se o dito popular que afirma que "a vida é um jogo" puder ser considerado, pode nos permitir entender o mundo como um grande campo, onde todos devemos jogar da melhor maneira possível.
    No caso da educação, uma vitória contundente só poderá ser alcançada quando tivermos a competência para atingir os objetivos propostos por ela, que definitivamente não se resumem a uma cesta, uma baliza ou uma boa tacada, mas sim a um trabalho consciente que enfatize os valores sociais desejáveis para nossa sociedade e que possibilite aos nossos alunos uma melhor convivência social.

PLANETA PROMOVE - JUNHO DE 97

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